IGREJA DO EVANGELHO QUADRANGULAR

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Jesus Cristo é o mesmo hoje, ontem e eternamente. Heb. 13.8

segunda-feira, 28 de junho de 2010

A PERSPECTIVA PARA OS JUDEUS

A PERSPECTIVA PARA OS JUDEUS


De muitos modos, a condição judaica para o momento é melhor do que em qualquer outra época desde a antiguidade. O problema do exílio, que definiu a história judaica e determinou o caráter do judaísmo durante séculos, foi resolvido. Na realidade o problema judaico encontrou não uma, mas duas soluções.
Agora existe um Estado Judeu. Outra vez, é possivel para um judeu redefinir sua identidade judaica em termos de cidadania. Como um israelense, um judeu pode falar a lingua nacional, celebrar os festivais nacionais e viver em meio aos restos físicos do passado remoto judaico, entre concidadãos de antecedentes históricos similares. Ele não precisa se agarrar a qualquer conjunto de crenças ou comportamento tradicionais, mais do que um italiano, por exemplo, precisaria para ser considerado italiano. Para esses judeus, a religião tomas seu lugar entre muitos aspectos da cultura nacional; o indivíduo pode observar paraticas religiosas judaicas, se assim escolher, ou pode abandoná-las, como a maioria dos israelenses fizeram, sem comprometer sua identidade judaica.
A vida em Israel ainda não esta completamente normal, devido ao problema nao resolvido de sua relação com a população palestina da região e pela hostilidade da maior parte dos Estados Árabes; mas Israel não é mais a fronteira que era ha uma geração. Prosperou economicamente e demonstrou uma vitalidade intelectual extraordinária, particularmente nos campos da ciência, da tecnologia e da literatura. As pessoas mais produtivas de Israel estão em demanda no mundo maior; muitas partem, mas vão sendo substituídas pelos filhos de novos imigrantes e por gerações de sucessores igualmente qualificados. Assim, Israel tornou-se uma reserva do mundo, com uma influência fora de todas as proporções de seu tamanho. O hebraico moderno tornou-se a língua de uma literatura de classe mundial; livros hebraicos estão amplamente diponíveis em traduções nos Estados Unidos e na Europa, atraindo mais interesse entre os não judeus do que entre os judeus da diáspora, refletindo o fato de que a literatura judaicas não esta mais limitada aos problemas internos judaicos, mas se tornou parte do mundo livre.
Para os judeus da diáspora, hoje é mais facil e mais aceitável ser um cidadão judeu de um estado não-judeu do que jamais foi no curso inteiro da história judaica. As democracias ocidentais, espercialmente os Estados Unidos, garantem direitos civis a todos os cidadãos, seja la qualfor a sua religião. O anti-semitismo pode não ter sido eliminado nos âmbitos mais altos e mais baixos do sociedade e não é sempre que as autoridades publicas protégem os direitos das minorias de acordo com os melhores pricípios oficiais, mas, nas democracias ocidentais, os judeus são plenos cidadãos na vigência de todos os seus diretos civis. Em muitos países, estão bem organizados e prósperos. Onde escolheram preservar suas tradições e estrutura comunal, têm tido dificuldade em fazê-lo. Os Estados Unidos sediam instituíções judaicas fortes; o campo de estudos judaicos encontrou um lugar nas universidades laicas; e os judeus às vezes descobrem, para sua surpresa, que os assuntos internos do judaismo levantam um considerável interesse solidario entre os não-judeus.
O maior problema do povo judeu sda diáspora é a facilidade com que o judeu deixa a comunidade, agora que têm liberdade para isso. O judaismo nos Estados Unidos sempre mostrou uma tendência de se definir mais como uma religião do que como uma identidade nacional. E à medida que a religião retrocedeu em importancia na sociedade americana, durante uma boa parte do século XX, as sinagogas ficaram vazias e, à maioria dos judeus americanos, pouco restava de suas tradições alem de algumas preferencias em relação a comidas e aseus nomes de família. Mas o ressurgimento recente da religião e o pretígio renovasdo da etnia nos Estados Unidos em geral, ocorreu paralelamente ao ressurgimento da religião entre os judeus. Ninguém sabe dizer onde ester acontecimento vai levar. Há 50 anos, todos concordavam de que a ortodoxia não podia sobreviver à modernidade. Hoje em dia ela esta florescendo, não porque massas de judeus se afiliaram às sinagogas ortodoxas, mas porque pequenos contingentes deles tornaram-se extremamente devotados e criaram grandes famílias, bem educadas nas tradições judaicas. Mesmo que a maioria dos judeus seja assimilada, um nucleo de pessoas permanecerá apaixonadamente apegado a herança judaica, enquanto vive uma vida não muito diferente, externamente, daquela dos seus vizinhos não-judeus.
Não faz muito tempo – em minha vivência – o povo judeu europeu estava em meio às cinzas e não havia nenhum lugar no mundo que desse aos refugiados o direito de se abrigarem; o povo judeu americano, por toda a sua quantidade e prosperidade, parecia pronto para a assimilação; e a identidade judaica pouco oferecia além das saudades de um Velho Mundo morto. Hoje, existe um lar nacional cultural e intelectualmente produtivo, o indivíduo pode estar ativamente envolvido na vida judaica e ser um cidadão pleno de qualquer país civilizado – e existem várias maneiras de ser judeu: culturalmente, religiosamente, intelectualmente ou organizacionalmente. Ambos, Israel e a diáspora, enfrentam desafios, mas nunca houve uma época melhor para fazer parte da história judaica.

Raymond P. Scheindlin

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