IGREJA DO EVANGELHO QUADRANGULAR

IGREJA DO EVANGELHO QUADRANGULAR
Jesus Cristo é o mesmo hoje, ontem e eternamente. Heb. 13.8

domingo, 26 de junho de 2011

A IGREJA




A IGREJA
Igreja é um lugar onde o Pai se sente em casa,
Onde é adorado pelo que é e não pelo que pode,
Onde é obedecido de coração e não por constrangimento,
Onde o seu reino é manifesto no amor, na solidariedade, na fraternidade e serviço ao outro,
Onde o ser humano se perceba em casa e seja a casa de Deus e do outro,
Onde Jesus Cristo é o modelo, o desejo e o caminho,
Onde a graça é o ambiente, o perdão a base do relacionamento e o amor a sua cimentação.
Onde o Espírito Santo está alegre pela liberdade que desfruta para gerar e expressar a Cristo,
Onde Ele vê os seus dons serem usados para edificar, provocar alegria e servir ao próximo,
Onde todos andam abraçados,
Onde a dor de um é a dor de todos, Onde ninguém está só,
Onde todos têm acesso ao perdão, à cura de suas emoções, à amizade e a ser cada vez mais parecido com Cristo,
Onde os pastores são apenas ovelhas-exemplo e não dominadores dos que lhes foram confiados,
Onde os pastores são vistos como ovelhas-líder e não como funcionários a serem explorados.
Onde não há gente nadando na riqueza enquanto outros chafurdam na miséria,
Onde há equilíbrio, de modo que quem colheu demais não esteja acumulando e quem colheu de menos não esteja passando necessidades.
Enfim, a comunidade do reino de Deus,
Onde aparece a humanidade que a Trindade sonhou,
Onde a cidade encontra paradigmas. Onde o livro texto é a Bíblia.
ARIOVALDO RAMOS

sexta-feira, 10 de junho de 2011

A REALIDADE QUE NÃO PODEMOS EVITAR

A vida não tem razão para quem não tem um padrão,
Viver de qualquer jeito é pura perdição.
Quem vive em comunidade consegue se relacionar,
Mas quem vive sozinho, o seu destino é afundar.

Muitos vivem falsos relacionamentos tentando se enganar,
Buscando para si apoio, no que ele não quer acreditar.
Podem dizer que sim, mas o coração não está bem,
Melhor é viver a verdade do que ser enganado também.

Aprenda a ouvir para saber o que falar,
Pois nem sempre conseguimos verdadeiramente nos expressar.
A palavra verdadeira muda opiniões, trás paz e confiança,
Mas a mentira pode quebrar uma aliança.

O homem foi feito e criado para viver numa sociedade
Ter um relacionamento e andar em unidade.
Infelizmente nem sempre vemos está realidade
O homem está vivendo sem amor pela humanidade.

A paz, o amor e a gratidão têm que vir do coração,
Mas infelizmente o mundo mudou de direção.
A vida do homem não tem mais valor,
O mundo só mostra desgraça e terror.

Viver honestamente é tudo que o homem precisa,
Ter dignidade, respeito e afeto.
Mas como viver desta maneira, se ele não nem um teto
Onde a sociedade o trata como objeto.

Para dizer a verdade não adianta viver de ilusão,
O mundo está caminhando para a sua perdição.
Só temos uma solução, que pode nos transformar
È só Jesus Cristo que pode tudo isto mudar.

Pr. Luciano Quirino

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Atanazio


Texto do Credo: “ Cremos em um só Deus, Pai, Todo-Poderoso, Criador de todas as coisas, visíveis e invisíveis. E em um só Senhor Jesus Cristo, o unigênito Filho de Deus, gerado pelo Pai antes de todos os séculos, Luz da Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado, não criado, de uma só substância com o Pai, pelo qual todas as coisas foram feitas; o qual, por nós homens e por nossa salvação, desceu dos céus, foi feito carne pelo Espírito Santo e da Virgem Maria, e tornou-se homem, e foi crucificado por nós sob Pôncio Pilatos, e padeceu e foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras, e subiu aos céus e assentou-se à direita do Pai, e de novo há de vir com glória para julgar os vivos e os mortos, e o seu reino não terá fim. E no Espírito Santo, Senhor e Vivificador, que procede do Pai e do Filho, que com o Pai e o Filho conjuntamente é adorado e glorificado, que falou através dos profetas. E na Igreja una, santa, católica e apostólica. Confessamos um só batismo para remissão dos pecados. Esperamos a ressurreição dos mortos e a vida do século vindouro. Amém.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Ternos com e sem ternura

Braulia Ribeiro






Não gosto dos ternos Armanis requintados, risca de giz, gola da moda, gravatas de seda que enfeitam o congresso. Não gosto de suas camisas combinando, sapatos lustrosos, e já posso imaginar-lhe o cheiro, cheiro caro, cheiro de um Brasil vendido, imoral, que se escarnece de nós, que nos tira o sono.


Não gostei tempos atrás dos ternos do pingüinário religioso que me rodeou em uma conferência que fui, que me olhava sem me ver, eu representando missões, uma parte do evangelho que eles queriam esquecer. De Riachuelos a Boss – tinha de tudo. Não lhes gostei dos escargots, foi-grass, cheiro de gasolina azul nos carros importados, tudo justificado teológicamente, parece que pastores e jogadores de futebol tem aspirações semelhantes. Carrões e mulheres não estão longe de nosso imaginário, a mulher mais um bem de consumo, numa cosmovisão em que Deus valoriza mais as coisas do que as gentes e que como Alá, coa mosquitos mas engole camelos.


Ternos políticos são lascivos por poder, entorpecidos de manipulações, revendem almas, revendem nomes de família. Ternos políticos pavoneam-se pelos corredores de Brasília e aeroportos do Brasil, nos dizendo que não merecemos mais do que temos.


Ternos evangélicos se politiquizam sem politizarem-se, se empulpitam sem nos trazerem mensagens, se apoderam de pessoas, sem ajudá-las. Poder e controle, ao invés de autoridade e amor é o que terno me diz, sem querer querer querendo.


Gostei no entanto de um terno que vi diante de mim numa manhã de sol. Era domingo, dia de ir à praia para os cariocas, ao parque para os paulistas, ou só de sentar na frente da TV ouvindo os intoleráveis achincalhes dos programas de auditório, vendo o time ganhar ou perder mais uma vez no tapete verde. Mas para certos terninhos, graças a Deus é dia de igreja. Passou na minha frente um terno surrado, gola puída de muitos domingos. Seu ocupante vinha de bicicleta, célere, sorriso nos lábios, bíblia na garupa amarrada com elástico.


A Bíblia dele é maiúscula, surrada e onipresente do móvel de fórmica azul da casa, à garupa da bicicleta barra forte, suada de mãos e dedos que dançam nos seus versos, nas suas histórias. Apesar do calor e do suor aquele terno me pareceu lindo, quase dourado de estilista brilhando no calor do sol. Aquele terno representa o não à angústia do brasileiro sem identidade, o encontro do ser humano com o Criador e consigo mesmo. Redenção não só da morte, mas da segregação social, do ostracismo econômico, da incapacidade moral.


Do mesmo jeito também reluzem bonitos os ternos nas cadeias públicos, vistos em cores no filme Carandiru, onde a igreja evangélica significa esta cura social, uma saída ao crime, ilha de alegria no meio do inferno. Não lhe importa a placa, as músicas rasgam o céu, da pregação sai um jorro de esperança sem ponto nem vírgula. É a igreja evangélica luz nas trevas, vida na morte, liberdade na prisão. Igreja evangélica farol moral numa tempestade de relativizações éticas, e vendavais de permissividade.


Como o terno de tergal da nossa igreja evangélica se tornou o Boss- sal sem sabor, não sei. Um dia o terno puído se encontrou com o Armani do poder e gostou de ficar ombro a ombro com ele. Espero o dia em que ele vai sair de lá. O terno que veste o homem da honra e o risca de giz que veste o homem de si não cabem no mesmo lugar.