IGREJA DO EVANGELHO QUADRANGULAR

IGREJA DO EVANGELHO QUADRANGULAR
Jesus Cristo é o mesmo hoje, ontem e eternamente. Heb. 13.8

segunda-feira, 28 de junho de 2010

O BRASIL E AS RELIGIÕES

AS RELIGIÕES NO BRASIL


O principal marco religioso no Brasil, “O Cristo Redentor” no Rio de Janeiro ja revela ao mundo, que o Cristianismo Católico é a principal religião do país.
Desde seu descobrimento devido ao interesse do Império o catolicismo foi adotado como a religião oficial, impedindo que outras religiões inclusive ramificações do cristianismo se expandissem no Brasil.
Com a dependencia integral da Igreja Católica do estado, este se impunha sobre a igreja filtrando inclusive orientações advindas do Vaticano.
Esta realidade só mudou com a proclamação da Republica, quando se estabeleceu a liberdade de culto tornando o estado laico.
Nunca na historia do Brasil houve tamanha liberdade para a manifestação de qualquer culto das mais variadas religiões e o que se constata é uma intensa competição para a conquista de novos adeptos.
O catolicismo continua sendo a maior igreja cristã brasileira, porem é solo fertil para a pregação de novas igrejas, principalmente na atualidade pelas igrejas pentecostais e neopentecostais, no Brasil portanto o Cristianismo não retrocede pois estas tambem são cristãs.

PROTESTANTISMO

Imigração: Com a chegada dos imigrantes quando da abertura dos portos brasileiros, fez com que estes que habitavam em países de maioria protestante trouxeram com eles também sua fé. Porem tais tinham apenas o obrjetivo de preservar sua cultura e não propriamente de divulgar a fé protestante o que fez com que estes se concetrassem apenas nos territórios em que se estabeleciam, como exemplo os Luteranos e Anglicanos no Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Conversão: Os Presbiterianos são exemplo desse tipo de protestantismo, asim como os Metodistas, Batistas e os Episcopais pois estes trouxeram pregadores e missionarios que tinham o objetivo de converter brasileiros e com estes se estabelece a Sociedade Biblica do Brasil.

Pentecostalismo: No inicio do século XX chega ao Brasil as Igrejas Pentecostais, que em curto prazo tornou-se o ramo protestante majoritario no Brasil, entre este destacam-se os ditos neopentecostais que crescem em maior percentual.

Religiões não cristãs: As chamada de “transe” são as que tem maior numero de adeptos, como o espiritismo kardecista e outros grupos religiosos afro-brasileiros, vale ainda citar outros como judaismo, islã, budismo, etc... outras não consideradas cristãs são as organizações paracristãs, como mormons, adventistas, Testemunhas de Jeova, etc..

Conclusão:
A liberdade e variedade das religiões no Brasil são “exemplo” para o mundo, encontra-se aqui plena liberdade para a manifestação de todo o tipo de fé.
Porém ha percerptivel preocupação com o crescimento do protestantismo em todos os níveis, visto que a midia faz grande exposição de problemas destas e dão grande evidencia àquelas ditas culturalmente brasileiras,
defendendo os interesses da igreja majoritaria, associada aos interesses comerciais que se veem ameaçados pela mensagem e estilo de vida dos protestantes.

CAMINHOS RELIGIOSOS

APONTAMENTOS SOBRE OS NOVOS CAMINHOS RELIGIOSOS


- Em sua análise Elaine Gouveia trata dos fenômenos culturais e religiosos de diversas tradições e tenta encontrar ou fazer uma conexão entre elas.
Verifica-se nas culturas que o tema vida e morte, principalmente a segunda permeia a vida da crença religiosa adaptando-a a sua realidade.
Certamente a religião propicia certo “conforto” ao tratar desse assunto que a muitos provoca terror.
Verifica-se que as religiões de todas as culturas, com a globalização passaram a utilizar-se de velozes meios de divulgação de seus signos para alcançarem as massas.
Principalmente nas grandes metrópolis, pela forma de organização e aplicação do marketing, elas encontram solo fertil para comercializar sua fé encontrando ali muitos que se interessam por seu produto.
Como contribuição positiva democratizou-se o acesso às coisas do sagrado através de publicações, programas de radio e televisivos, digo isso por haver plena liberdade para a difusão da fé cristã, que por sua solides na verdade e ação do Espírito Santo encontra plenas condições para se falar do amor de Deus.



A VISIBILIDADE DAS NOVAS RELIGIÕES NO BRASIL

- As novas religiões na década de 70 consideradas as de 3º lugar, compreendiam as religiões não católicas e não protestantes como, espíritas, umbandas, candomblé. Hoje estas foram substituidas por novos movimentos, mas mantêm o mesmo percentual de adeptos diante da população brasileira, foram substituidas principalmente por não mais serem objetos de interesse de estudos pelos pesquisadores.
Apesar de estas terem encontrado na midia televisiva forte aliado, divulgando-as através das telenovelas estas atualmente perderam o interesse dando lugar aos Novos Movimentos Religiosos (NMR), isto em decorrência do processo de modernização e secularização da sociedade brasileira principalmente nos grandes centros, o que é um paradoxo com o que se constatava na década de 70 onde aqueles movimentos junto ao pentecostalismo cresciam rapidamente, o primeiro permaneceu estatico enquanto o segundo permanece em franco desenvolvimento.
Nos NMRs destacam-se as diversas e diferentes portas de entrada, voltadas a dimensão da corporeidade, muitos os veem como ameaça às religiões tradicionais ou até mesmo à integridade das famílias que tem seus filhos arrastados a estas, onde sofrem uma “lavagem cerebral”, no Brasil a atuação desses movimentos não se destacasm tanto como em outros países, devido a atuação de grupos religiosos que alcançaram maior visibilidade através da ação publica.
Mas quem são estas novas religiões que na decada de 70 representavam 0,4% da população, em 2000 ja representavam 1,6%, um crescimento de 300%, mas pode ser ainda maior pois estas aceitam que seus adeptos confessem tambem outra crença e muitos para não sofrerem com o preconceito mantem essa dualidade, então não ha como afirmar ao certo o percentual que estas alcançam.
Mas é inegavel que estas ja alcançaram numeros bem maiores que o apresentado nos censos visto que ja alcançaram grande visibilidade nos meios de comunicação e tambem pelo grande numero de lojas que atendem a demanda de seus adeptos.
Há muita controversia sobre o que seriam os NMRs visto a amplitude deste que surgem a cada dia, pois são autonomos não ligados a nenhuma organização central, tentam determinar-se NVRs aqueles que não estão ligados a nenhum movimento tradicional.
Alguns determinam como “nóvos” aqueles que surgiram no pós guerra, outros os que surgiram no século XX, alguns movimentos não encontram nem classificação, pois não tem classificação formal como o caso da Nova Era. É fato que o texto sugere que estamos vivendo um tempo de profundas mudanças nos ares religiosos e estas nova religiões estão estão se distanciando das grandes religiões mundiais. Como na maioria das grandes religiões, como no Hinduismo, Islamismo, Cristianismo que viveram momentos de profundas mudanças e revitalização isto tambem ocorre nos NMRs, como resposta as mudanças que ocorrem na sociedade mundial que podem ser divididas em dois grupos, aqueles que apregoam um rigido comportamento moral e outras voltadas ao relativismo e tambem as buscas individuais.
Cabe então a cada um encontrar seu caminho entre as diversas vias espírituais todas tidas como verdadeiras, ensina-se ou divulga-se que é necessario experimentar e não necessariamente crer, através de técnicas como ioga, danças sagradas, meditação, oraculos, cria-se uma via de salvação mística que tem o seguinte conceito: “ A salvação passa pelo bem estar com saude e bem estar geral, ai entende-se o pensamento positivo, meditação e massajeamento”.
“ Deus e natureza são um, o homem é Deus!”
Estes NMRs fomentam a convergencia entre todas as religiões, de uma paz mundial e de uma consiência planetaria onde cada individuo é responsavel por esta transformação.
A grande tendência na sociedade mundial é pela volta a busca do sagrado, o que torna esse tempo sólo fertil para o surgimento desses varios NMRs, tudo aponta para a secularização como responsavel por isto, em seus três niveis: Institucional, cognitivo e de comportamento, pois da autonomia ao individuo para escolher, formar ou criar sua própria fé que consequentemente se tornara um NMR.
O Brasil traz uma caracteristica peculiar de outros países, pois este desde seu descobrimento tendeu a privatizar o sagrado, dando as religiões uma forma de ser brasileira, dando sua própria interpretação de Deus e do sagrado, esta é uma tendencia mundial, pois até religiões com forte instituição dogmática estão se tornando flexiveis.
Este NMR ainda é numericamente pequeno, mas como se vê o entusiasmo que suas mensagens provocam no atual século e a velocidade das mudanças que temos sofrido, sua atuação pode a curto prazo tornar-se extremamente expressiva, provocando fortes mudanças na tradicional sociedade.

SER WESLEYANO

SER WESLEYANO

SANTIDADE E ESPIRITUALIDADE


– PROF. NORIO YAMAKAMI

As contribuições de John Wesley sobre esse tema:


- A graça proveniente do Espirito Santo, perfeição cristã ou doutrina da santificação e testemunho do Espirito Santo (falando conosco, com o espírito do homem), são caracteristicas peculiares da teologia de Wesley.

O que siginifica hoje ser Wesleyano:

-Viver e proclamar a mensagem mais necessaria, na contramão das igrejas evangélicas de hoje, viver e proclamar a mensagem mais importante para o nosso país.
Significa renovar o compromisso com a teologia da Cruz, como dizia:

-Sou um homem de um só livro.

Sua enfase no arreprendimento e fé em Cristo, o poder do Espirito Santo para vencer o pecado, para servir a Deus em justiça e santidade.

Teologia da Cruz: A encarnação antecede a cruz e a ressurreição procede a cruz, a encarnação significa identificar-se com os pecadores que estão ao redor mesmo não compartilhando os pecados.

- Renovar o compromisso com a evangelização e dar enfase a uma experiencia pessoal com Cristo, arreprender-se dos pecados e servir a Jesus, ter uma convicção clara dentro do coração que foi redimido por Jesus Cristo. Evangelização Radical.

- Renovar o compromisso com a missão integral, preocupar-se não apenas com a restauração da alma , mas tambem do corpo.

-Alma salvar, o corpo restaurar.

Ter a preocupação com o indivíduo e tambem com a estrutura social; o pecado atinge não apenas o individuo mas a sociedade em geral.

E se formos proibidos de pregar o evangélho fora da igreja?

A evangelização deve ser feita pelos leigos, é preciso resgatar o papel de cada um dentro da igreja, inserindo-os à sociedade.
Os lideres em tempo integral devem treinar os leigos para a evangelização, a maior parte da igreja esta dispersa durante a semana, o que estão fazendo? Devem anunciar o evangélho por gratidão e santo orgulho pela obra de Deus em suas vidas.
Os leigos devem ter santificação igual a dos pastores, é necessario renovar o compromisso com a vocação dos leigos, renovar o compromisso com a evangelização e com o carater;

Ser Wesleyano nos dias de hoje no contexto brasileiro, significa viver e proclamar a mensagem necessaria, adotando uma posição contraria ao de muitas igrejas evangélicas de hoje, que frisam prioritariamente a prosperidade, cura, bem estar, demonios, tudo sem muito trabalho ou esforço do cristão.
Falar de arrependimento e pecado não agrada muito em nossos dias, as maiores igrejas e aquelas que estão em vertente crescimento não enfatizam a necessidade de santificação, arreprendimento de pecados, portanto ser Wesleyano é estar na contra-mão desses movimentos.

FORMAÇÃO ESPIRITUAL

DECLARAÇÃO TEOLOGICA DE FORMAÇÃO ESPIRITUAL DE LIDERANÇA.


- Quais são o minhas convicções centrais para estabelecer uma teologia de formação espiritual de liderança.


1- Minha aliança com Jesus meu Senhor e Salvador, nunca sera quebrada, com todas as minhas forças me empenharei para mante-la em meu coração.
2- Na igreja em que fui chamado permanecerei, não me contaminarei com as maselas que nela venham acontecer, não me corromperei dos princípios da sã doutrina.
3- Ao meu chamado me dedicarei, afim de que de alguma maneira alcance o perdido e mantenha as ovelhas do aprisco a mim confiadas em segurança.
4- Minha “casa” alem do Senhor é prioridade, nosso poderei me dedicar ao episcopado se ela não estiver em ordem.
5- Minha conduta na sociedade sempre sera de pacificador, procurarei sempre ser exemplo para os indoutos, revelando através de minhas ações a Jesus, seguindo a direção que o Espírito Santo me plantar no coração.
6- Não serei omisso as grandes discuções que reflitam qualquer prejuiso a igreja e aos menos favorecidos.
7- Procurarei através do evangélho de Cristo influenciar os formadores de opinião da cidade, para que seu governo seja o mais próximo das convicções cristãs.
8- Ao necessitado que me procurar na esperança de encontrar auxilio, me dedicarei, para que de acordo com minhas possibilidades venha atende-lo.


Romeu Rodrigues Junior - Teologia – FNB

27 de Maio de 2010

A PERSPECTIVA PARA OS JUDEUS

A PERSPECTIVA PARA OS JUDEUS


De muitos modos, a condição judaica para o momento é melhor do que em qualquer outra época desde a antiguidade. O problema do exílio, que definiu a história judaica e determinou o caráter do judaísmo durante séculos, foi resolvido. Na realidade o problema judaico encontrou não uma, mas duas soluções.
Agora existe um Estado Judeu. Outra vez, é possivel para um judeu redefinir sua identidade judaica em termos de cidadania. Como um israelense, um judeu pode falar a lingua nacional, celebrar os festivais nacionais e viver em meio aos restos físicos do passado remoto judaico, entre concidadãos de antecedentes históricos similares. Ele não precisa se agarrar a qualquer conjunto de crenças ou comportamento tradicionais, mais do que um italiano, por exemplo, precisaria para ser considerado italiano. Para esses judeus, a religião tomas seu lugar entre muitos aspectos da cultura nacional; o indivíduo pode observar paraticas religiosas judaicas, se assim escolher, ou pode abandoná-las, como a maioria dos israelenses fizeram, sem comprometer sua identidade judaica.
A vida em Israel ainda não esta completamente normal, devido ao problema nao resolvido de sua relação com a população palestina da região e pela hostilidade da maior parte dos Estados Árabes; mas Israel não é mais a fronteira que era ha uma geração. Prosperou economicamente e demonstrou uma vitalidade intelectual extraordinária, particularmente nos campos da ciência, da tecnologia e da literatura. As pessoas mais produtivas de Israel estão em demanda no mundo maior; muitas partem, mas vão sendo substituídas pelos filhos de novos imigrantes e por gerações de sucessores igualmente qualificados. Assim, Israel tornou-se uma reserva do mundo, com uma influência fora de todas as proporções de seu tamanho. O hebraico moderno tornou-se a língua de uma literatura de classe mundial; livros hebraicos estão amplamente diponíveis em traduções nos Estados Unidos e na Europa, atraindo mais interesse entre os não judeus do que entre os judeus da diáspora, refletindo o fato de que a literatura judaicas não esta mais limitada aos problemas internos judaicos, mas se tornou parte do mundo livre.
Para os judeus da diáspora, hoje é mais facil e mais aceitável ser um cidadão judeu de um estado não-judeu do que jamais foi no curso inteiro da história judaica. As democracias ocidentais, espercialmente os Estados Unidos, garantem direitos civis a todos os cidadãos, seja la qualfor a sua religião. O anti-semitismo pode não ter sido eliminado nos âmbitos mais altos e mais baixos do sociedade e não é sempre que as autoridades publicas protégem os direitos das minorias de acordo com os melhores pricípios oficiais, mas, nas democracias ocidentais, os judeus são plenos cidadãos na vigência de todos os seus diretos civis. Em muitos países, estão bem organizados e prósperos. Onde escolheram preservar suas tradições e estrutura comunal, têm tido dificuldade em fazê-lo. Os Estados Unidos sediam instituíções judaicas fortes; o campo de estudos judaicos encontrou um lugar nas universidades laicas; e os judeus às vezes descobrem, para sua surpresa, que os assuntos internos do judaismo levantam um considerável interesse solidario entre os não-judeus.
O maior problema do povo judeu sda diáspora é a facilidade com que o judeu deixa a comunidade, agora que têm liberdade para isso. O judaismo nos Estados Unidos sempre mostrou uma tendência de se definir mais como uma religião do que como uma identidade nacional. E à medida que a religião retrocedeu em importancia na sociedade americana, durante uma boa parte do século XX, as sinagogas ficaram vazias e, à maioria dos judeus americanos, pouco restava de suas tradições alem de algumas preferencias em relação a comidas e aseus nomes de família. Mas o ressurgimento recente da religião e o pretígio renovasdo da etnia nos Estados Unidos em geral, ocorreu paralelamente ao ressurgimento da religião entre os judeus. Ninguém sabe dizer onde ester acontecimento vai levar. Há 50 anos, todos concordavam de que a ortodoxia não podia sobreviver à modernidade. Hoje em dia ela esta florescendo, não porque massas de judeus se afiliaram às sinagogas ortodoxas, mas porque pequenos contingentes deles tornaram-se extremamente devotados e criaram grandes famílias, bem educadas nas tradições judaicas. Mesmo que a maioria dos judeus seja assimilada, um nucleo de pessoas permanecerá apaixonadamente apegado a herança judaica, enquanto vive uma vida não muito diferente, externamente, daquela dos seus vizinhos não-judeus.
Não faz muito tempo – em minha vivência – o povo judeu europeu estava em meio às cinzas e não havia nenhum lugar no mundo que desse aos refugiados o direito de se abrigarem; o povo judeu americano, por toda a sua quantidade e prosperidade, parecia pronto para a assimilação; e a identidade judaica pouco oferecia além das saudades de um Velho Mundo morto. Hoje, existe um lar nacional cultural e intelectualmente produtivo, o indivíduo pode estar ativamente envolvido na vida judaica e ser um cidadão pleno de qualquer país civilizado – e existem várias maneiras de ser judeu: culturalmente, religiosamente, intelectualmente ou organizacionalmente. Ambos, Israel e a diáspora, enfrentam desafios, mas nunca houve uma época melhor para fazer parte da história judaica.

Raymond P. Scheindlin