IGREJA DO EVANGELHO QUADRANGULAR
Jesus Cristo é o mesmo hoje, ontem e eternamente. Heb. 13.8
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Gildo de Carvalho
Meu 1º Pastor, assim me refiro a este homem de Deus, que foi meu discipulador assim aceitei a Jesus, pois nessa época era o presidente na Mocidade de Mogi Guaçu e ainda namorava a Pra. Siomara. O conheci um pouco antes quando dava aulas, de uma nova luta inventada por ele e um outro doido, chamada Vitchen. Mal sabia que dali alguns dias, quando em minha primeira visita a igreja ,ele estaria no altar tocando as canções que transformariam a minha vida, acredito que foi Deus quem fez essas coisas para que eu fosse alcançado pelo evangélho. . . o pouco que toco aprendi com ele, (não fui um aluno dedicado) mas seu exemplo, amor, paciencia me marcaram de tal forma, que cuido de minhas ovelhas novas na fé como fui cuidado por ele, naquele inicio tão maravilhoso. Obrigado meu amigo, meu irmão, meu pastor ainda que você não tocasse nada seria seu fã numero 1, te amo, abçs.
sábado, 22 de outubro de 2011
A Graça da Garça
Estratagema de Deus
http://youtu.be/44IHoDb4HcA
A paz do senhor, agradeço pela rica oportunidade
Pois o momento é oportuno pra que alguém fale a verdade.
O espírito santo toma o meu ser e guia a ponta da pena,
Eu já começo a receber a luz do grande estratagema.
Entrego todo o meu ser e toda minha premissa,
Então começa a nascer fome e sede de justiça.)
Crescemos acreditando em alguns personagens dos púlpitos,
Mas descobrimos que alguns da liga da justiça eram corruptos,
Mas ai de nós que temos espírito de ousadia,
No mínimo dirão que é espírito de rebeldia.
Deus tem o espírito santo, o diabo espírito imundo,
Os homens criaram espírito de rebeldia pra manter nosso espírito mudo.
Shhhii, calado! nem pense em fazer cara feia.
É melhor não discordar se quiser participar da ceia.
Eu vim pra fazer graça, mas não sorria porque é sério,
Foi fazendo essa mesma graça que morreu martin lutero.
Nossos teólogos respondem perguntas que ninguém fez,
Nossos representantes são servos submissos da altivez,
Eu prefiro seguir ao mestre que nos ensinou a lição:
"aprendei de mim que sou manso e humilde de coração".
E os programas de tv que eram pra pregar salvação,
Estão fazendo propaganda de igreja e divulgação de livros e revistas,
Cds e dvds e transformando o servo humilde em um fantoche em seus porquês.
Cadê a pregação da cruz?
Pegaram emprestado como emblema o nome do nosso senhor jesus,
Mas quando forem aplaudidos pensando que se deram bem...
Não se esqueça que deus não divide sua glória com ninguém.
A graça da garça.
A arte de viver em meio a lama sem sujar as vestes.
Num país onde nosso futuro dorme em baixo de viadutos com
Frio, febre e fome, infelizes mentes de adultos,
Os nossos profetas diriam: "eis que também não vivem na luz"
E eu te pergunto no evangelho o que diria jesus?
O filho do homem não tem lugar pra reclinar a cabeça,
Alguém me explique este evangelho antes que eu enlouqueça!
Qual evangelho está certo? o de jesus ou o da igreja?
Me explique irmão! porque esta expressão de surpresa?
Vejo que não é o mesmo evangelho, conquanto,
Nos ensinam a chamar nossas culpas de espírito santo.
Porque as mulheres que por jesus foram perdoadas
Hoje por nós são vitimadas, julgadas e apedrejadas?
Por que o confesso é excluído? por que o possesso é incluído?
Por que os que foram injustiçados sempre fecham comigo?
Por que os que cobrem seus pecados são chamados de amigo,
Enquanto o confesso que pede perdão é humilhado e banido?
Eles bradam: arrependei-vos. sem arrependimento,
Depois que conheceram as riquezas já não pregam o arrebatamento.
Não acho ruim ter mansão, nem carro nem condição,
Nem lancha, nem ter dinheiro, nem jato nem avião.
Só digo uma coisa meu irmão, melhor prestar atenção:
"onde estiver seu tesouro estará também o coração."
Os nossos levitas fazem show, sua fama é um mundo ilusório,
Já não existe adorador, só animador de auditório.
Viram? eles já não levam mais a arca da aliança
Porque são carregados por um bando de seguranças.
Deus vê todas as coisas, nada lhe é oculto nas cidades,
Mas ainda procura quem o adore em espírito e em verdade.
E a nossa fé a cada dia vai descendo ao declive,
Deus destruiu sodoma e gomorra mas o seu espírito ainda vive:
Quem não tem carro e dinheiro tem encosto,
Quem tem bens, ações e milhões paga o imposto,
Me diga, esse é o evangelho por jesus cristo proposto?
Porque o antigo brilho no olhar já não está no seu rosto?
Eles bradam como joão batista e são mestres,
Mas ninguém fica no deserto comendo gafanhoto e mel silvestre.
Terno de microfibra, sapato italiano modelo,
Mas ninguém quer ficar no sol vestindo pele se camelo.
Numa coisa eles imitam a joão batista, reconheça,
Receberam a missão de acabar perdendo a cabeça.
Loucos! e se hoje te pedirem a tua alma?
Louco! pra que te servirá todas as palmas?
Louco! se a selva de concreto se tornou tua mansão
Não se esqueça que nela deus soltou seu filho o leão.
A graça da garça.
A arte de viver em meio á lama sem sujar as vestes.
Mas quem tem fome e sede de justiça farto será!
Eles falam em línguas estranhas o que eu faço é interpretar.
Ela desce a minha face, as vezes mais quente que o magma,
Eu interpreto língua estranha por que deus interpretou minhas lágrimas.
Arrependa-se, não viva mais uma vida de farsa,
Não deixe satanás sorrir do que você chama de graça.
Nós não precisamos de saquinho de sal pra apaziguar nossa guerra,
Nós somos a luz do mundo, nós somos o sal da terra!
Nós não precisamos de pedrinha de israel
Porque temos a pedra de esquina chamada deus emanuel!
Eu não quero pão de jerusalém, nem mesmo água ungida,
Já bebi águas vivas, já comi o pão da vida!
Eu não creio em oração poderosa, dela eu tenho aversão,
Eu creio num deus poderoso que ouve a minha oração!
Eu pensei que eles não me aceitavam por causa do ritmo,
Mas agora sei que não me aceitam porque eu prego o evangelho legítimo.
Mas como foi escrito nos tempos remotos da antiguidade:
Que eles rangeriam os dentes ao ouvir a verdade.
Enfim no grande dia em que deus mostrar seu poder,
Verá que o evangelho fez graça, mas nunca brincou com você!
A graça da garça.
A arte de viver em meio a lama sem sujar as vestes
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
A MAÇÃ
A morte de Steve Jobs trouxe a tona mais uma reflexão sobre a questão do pecado.
A maçã mordida simbolo de sua empresa conhecida em todo mundo: "Apple" nos remete a mais de 5000 anos passados, quando ao criar a terra Deus disse ao homem que ele poderia comer de todas as arvores menos a do CONHECIMENTO, pois se o fizesse morreria:
Genesis 2.16 e 17
E ordenou o SENHOR Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente,
Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.
O senso comum diz o fruto dessa arvore foi a maçã (apple), ao comer dessa arvore o homem adquiriu o conhecimento, mas a que preço?
Steve Jobs um gênio de nosso tempo compreendeu que sua capacidade se deveu a esse episódio Biblico adotando-o como simbolo, a independencia do homem a Deus e detentor do conhecimento que apoderou-se insubordinadamente tornando-se como ELE.
Mas todo conhecimento não é capaz de evitar o inevitavel: a MORTE!!
Jobs sabia e disse em seu discurso na Universidade de Stanford, que até a morte tinha uma função positiva: o novo.
http://youtu.be/yplX3pYWlPo
A morte é o maior desastre da humanidade não fomos criados para morrer, como encontrar algo positivo nessa tragédia???
Isso não altera minha admiração a esse gênio!!! Porém dispensaria todo o seu conhecimento para que não existisse a morte.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
AÇÃO SOCIAL CRISTÃ
A DEFESA DA FÉ
Preletor: Ariovaldo Ramos
A fé pessoal tem de ser defendida como real
Na maioria das vezes que se fala sobre defesa da fé, vem à mente a luta pela verdade, a necessária reflexão apologética. Porém, há uma outra defesa da fé que se faz necessária, a sugerida por Tiago 2:18: “Mas alguém dirá: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me essa tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé”. A fé pessoal tem de ser defendida como real, e, segundo o irmão de Jesus de Nazaré, o que demonstra a realidade da fé pessoal é o tipo de obras que ela provoca como estilo de vida. E, lembremo-nos, autor está falando de prestar serviço ao outro: “Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso?” (2.15,16).
A ação social, portanto, é uma demonstração natural da fé, daí é de se esperar que todo cristão a esteja praticando, ou seja, esteja deixando claro que tem fé. Ter fé é ter as convicções que o Espírito coloca em nossos corações, as quais nos comunicam que ser gente é ser como Jesus de Nazaré, que, segundo Pedro: “... andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele.” (At 10.38)
Cristo viveu entre nós como exemplo de como deve viver um súdito de seu reino, logo, fazer o bem é o comportamento natural de quem está integrado ao Reino de Deus, até porque este é caracterizado pela justiça, pelo resgate do oprimido, por uma nova sociedade marcada pela solidariedade e pela fraternidade. Portanto, não é mera questão de fazer o bem, é a prática de uma visão de mundo, de uma filosofia de vida marcada pelo compromisso com a igualdade entre os seres humanos, pela consciência da dignidade intrínseca ao ser humano, pelo conhecimento do propósito de Deus, qual seja: o de resgatar mais do que um punhado de seres humanos, recuperar a noção de humanidade.
Encaremos a ação social nesta perspectiva, como braço da Igreja no cumprimento da grande comissão que implica na pregação e na prática das obras do Reino, resgatando vidas e praticando a justiça. Nosso foco deve ser, prioritariamente, a criança, tudo o que fizermos deve ter como objetivo o resgate das mesmas, uma vez que são elas as principais vítimas do processo de injustiça que o sistema rebelde a Cristo campeia na sociedade humana. Trabalhemos junto às comunidades ajudando-as a deflagrar um processo de desenvolvimento transformador sustentável. Defendamos a nossa fé!
Preletor: Ariovaldo Ramos
A fé pessoal tem de ser defendida como real
Na maioria das vezes que se fala sobre defesa da fé, vem à mente a luta pela verdade, a necessária reflexão apologética. Porém, há uma outra defesa da fé que se faz necessária, a sugerida por Tiago 2:18: “Mas alguém dirá: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me essa tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé”. A fé pessoal tem de ser defendida como real, e, segundo o irmão de Jesus de Nazaré, o que demonstra a realidade da fé pessoal é o tipo de obras que ela provoca como estilo de vida. E, lembremo-nos, autor está falando de prestar serviço ao outro: “Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso?” (2.15,16).
A ação social, portanto, é uma demonstração natural da fé, daí é de se esperar que todo cristão a esteja praticando, ou seja, esteja deixando claro que tem fé. Ter fé é ter as convicções que o Espírito coloca em nossos corações, as quais nos comunicam que ser gente é ser como Jesus de Nazaré, que, segundo Pedro: “... andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele.” (At 10.38)
Cristo viveu entre nós como exemplo de como deve viver um súdito de seu reino, logo, fazer o bem é o comportamento natural de quem está integrado ao Reino de Deus, até porque este é caracterizado pela justiça, pelo resgate do oprimido, por uma nova sociedade marcada pela solidariedade e pela fraternidade. Portanto, não é mera questão de fazer o bem, é a prática de uma visão de mundo, de uma filosofia de vida marcada pelo compromisso com a igualdade entre os seres humanos, pela consciência da dignidade intrínseca ao ser humano, pelo conhecimento do propósito de Deus, qual seja: o de resgatar mais do que um punhado de seres humanos, recuperar a noção de humanidade.
Encaremos a ação social nesta perspectiva, como braço da Igreja no cumprimento da grande comissão que implica na pregação e na prática das obras do Reino, resgatando vidas e praticando a justiça. Nosso foco deve ser, prioritariamente, a criança, tudo o que fizermos deve ter como objetivo o resgate das mesmas, uma vez que são elas as principais vítimas do processo de injustiça que o sistema rebelde a Cristo campeia na sociedade humana. Trabalhemos junto às comunidades ajudando-as a deflagrar um processo de desenvolvimento transformador sustentável. Defendamos a nossa fé!
domingo, 11 de setembro de 2011
REFLEXÃO SOBRE A IGREJA
A Igreja triunfalista estimula o individualismo:
O pensamento triunfalista hoje existente na Igreja, leva os individuos a buscar em Deus beneficios para si mesmos, a prosperidade, o sucesso, a realização, enfim tudo que lhe traga felicidade e satisfação;
A igreja vencedora é coletiva:
Essa Igreja não milita por interesses individuais, mas por coletivos onde todos devem ser beneficiados, digo toda a humanidade não somente a igreja.
A Salvação é um beneficio e nessa tarefa de anunciar o evangelho a todos, as portas do inferno não prevalecerão contra ela.
Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;
Mateus 16:18
Quando lemos esta passagem normalmente nos colocamos em posição de defesa, como que se fossemos ser atacados, seremos atacados por portas?
As portas são para defesa, portanto a igreja deve estar em posição ofenciva e satanas oferecendo resistencia para a igreja não cumpra a missão que recebeu de Jesus.
A historia se mostra ciclica e estamos reproduzindo algo que ja vimos através das escrituras na historia de Israel:
Ao serem libertos do Egito, Israel por sua desobediencia ficou 40 anos no deserto, não foi assim tambem com a Igreja durante a idade média num verdadeiro deserto?
Após uma nova geração marchou sobre a terra prometida conquistando inumeros territorios, porem deixando de avançar e tolerando outros povos entre eles estes os levaram novamente às praticas condenadas por Deus (cincretismo).
A igreja após a Reforma (1517), retoma a tarefa de conquista a terra; aqui no Brasil atualmente vivemos um tempo de grandes conquistas, a Igreja vem avançando sobre muitos territorios, porem muitos ainda não foram conquistados, alguns estão contaminando a Igreja, as portas do inferno estão resistindo em muitos lugares.
Familia, vizinhança, escola, trabalho, bairro, cidade...
Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas;
2 Coríntios 10:4
Nesse momentos de nossa historia não devemos estar acomodados diante das porta e fortalezas do inimigo, sob a pena de vivermos um novo periodo sombrio no cristianismo, principalmente com o humanismo pós-moderno sobrepondo-se a ele.
Não permitirmos a influencia do mundo, mas o influenciarmos com o poder do evangélho de Cristo através do Espirito Santo.
POIS AS PORTAS DO INFERNO, CONFORME AS PALAVRAS DE JESUS:
"NÃO IRÃO PREVALECER CONTRA ELA!!"
domingo, 26 de junho de 2011
A IGREJA
A IGREJA
Igreja é um lugar onde o Pai se sente em casa,
Onde é adorado pelo que é e não pelo que pode,
Onde é obedecido de coração e não por constrangimento,
Onde o seu reino é manifesto no amor, na solidariedade, na fraternidade e serviço ao outro,
Onde o ser humano se perceba em casa e seja a casa de Deus e do outro,
Onde Jesus Cristo é o modelo, o desejo e o caminho,
Onde a graça é o ambiente, o perdão a base do relacionamento e o amor a sua cimentação.
Onde o Espírito Santo está alegre pela liberdade que desfruta para gerar e expressar a Cristo,
Onde Ele vê os seus dons serem usados para edificar, provocar alegria e servir ao próximo,
Onde todos andam abraçados,
Onde a dor de um é a dor de todos, Onde ninguém está só,
Onde todos têm acesso ao perdão, à cura de suas emoções, à amizade e a ser cada vez mais parecido com Cristo,
Onde os pastores são apenas ovelhas-exemplo e não dominadores dos que lhes foram confiados,
Onde os pastores são vistos como ovelhas-líder e não como funcionários a serem explorados.
Onde não há gente nadando na riqueza enquanto outros chafurdam na miséria,
Onde há equilíbrio, de modo que quem colheu demais não esteja acumulando e quem colheu de menos não esteja passando necessidades.
Enfim, a comunidade do reino de Deus,
Onde aparece a humanidade que a Trindade sonhou,
Onde a cidade encontra paradigmas. Onde o livro texto é a Bíblia.
ARIOVALDO RAMOS
sexta-feira, 10 de junho de 2011
A REALIDADE QUE NÃO PODEMOS EVITAR
A vida não tem razão para quem não tem um padrão,
Viver de qualquer jeito é pura perdição.
Quem vive em comunidade consegue se relacionar,
Mas quem vive sozinho, o seu destino é afundar.
Muitos vivem falsos relacionamentos tentando se enganar,
Buscando para si apoio, no que ele não quer acreditar.
Podem dizer que sim, mas o coração não está bem,
Melhor é viver a verdade do que ser enganado também.
Aprenda a ouvir para saber o que falar,
Pois nem sempre conseguimos verdadeiramente nos expressar.
A palavra verdadeira muda opiniões, trás paz e confiança,
Mas a mentira pode quebrar uma aliança.
O homem foi feito e criado para viver numa sociedade
Ter um relacionamento e andar em unidade.
Infelizmente nem sempre vemos está realidade
O homem está vivendo sem amor pela humanidade.
A paz, o amor e a gratidão têm que vir do coração,
Mas infelizmente o mundo mudou de direção.
A vida do homem não tem mais valor,
O mundo só mostra desgraça e terror.
Viver honestamente é tudo que o homem precisa,
Ter dignidade, respeito e afeto.
Mas como viver desta maneira, se ele não nem um teto
Onde a sociedade o trata como objeto.
Para dizer a verdade não adianta viver de ilusão,
O mundo está caminhando para a sua perdição.
Só temos uma solução, que pode nos transformar
È só Jesus Cristo que pode tudo isto mudar.
Pr. Luciano Quirino
Viver de qualquer jeito é pura perdição.
Quem vive em comunidade consegue se relacionar,
Mas quem vive sozinho, o seu destino é afundar.
Muitos vivem falsos relacionamentos tentando se enganar,
Buscando para si apoio, no que ele não quer acreditar.
Podem dizer que sim, mas o coração não está bem,
Melhor é viver a verdade do que ser enganado também.
Aprenda a ouvir para saber o que falar,
Pois nem sempre conseguimos verdadeiramente nos expressar.
A palavra verdadeira muda opiniões, trás paz e confiança,
Mas a mentira pode quebrar uma aliança.
O homem foi feito e criado para viver numa sociedade
Ter um relacionamento e andar em unidade.
Infelizmente nem sempre vemos está realidade
O homem está vivendo sem amor pela humanidade.
A paz, o amor e a gratidão têm que vir do coração,
Mas infelizmente o mundo mudou de direção.
A vida do homem não tem mais valor,
O mundo só mostra desgraça e terror.
Viver honestamente é tudo que o homem precisa,
Ter dignidade, respeito e afeto.
Mas como viver desta maneira, se ele não nem um teto
Onde a sociedade o trata como objeto.
Para dizer a verdade não adianta viver de ilusão,
O mundo está caminhando para a sua perdição.
Só temos uma solução, que pode nos transformar
È só Jesus Cristo que pode tudo isto mudar.
Pr. Luciano Quirino
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Atanazio
Texto do Credo: “ Cremos em um só Deus, Pai, Todo-Poderoso, Criador de todas as coisas, visíveis e invisíveis. E em um só Senhor Jesus Cristo, o unigênito Filho de Deus, gerado pelo Pai antes de todos os séculos, Luz da Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado, não criado, de uma só substância com o Pai, pelo qual todas as coisas foram feitas; o qual, por nós homens e por nossa salvação, desceu dos céus, foi feito carne pelo Espírito Santo e da Virgem Maria, e tornou-se homem, e foi crucificado por nós sob Pôncio Pilatos, e padeceu e foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras, e subiu aos céus e assentou-se à direita do Pai, e de novo há de vir com glória para julgar os vivos e os mortos, e o seu reino não terá fim. E no Espírito Santo, Senhor e Vivificador, que procede do Pai e do Filho, que com o Pai e o Filho conjuntamente é adorado e glorificado, que falou através dos profetas. E na Igreja una, santa, católica e apostólica. Confessamos um só batismo para remissão dos pecados. Esperamos a ressurreição dos mortos e a vida do século vindouro. Amém.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Ternos com e sem ternura
Braulia Ribeiro
Não gosto dos ternos Armanis requintados, risca de giz, gola da moda, gravatas de seda que enfeitam o congresso. Não gosto de suas camisas combinando, sapatos lustrosos, e já posso imaginar-lhe o cheiro, cheiro caro, cheiro de um Brasil vendido, imoral, que se escarnece de nós, que nos tira o sono.
Não gostei tempos atrás dos ternos do pingüinário religioso que me rodeou em uma conferência que fui, que me olhava sem me ver, eu representando missões, uma parte do evangelho que eles queriam esquecer. De Riachuelos a Boss – tinha de tudo. Não lhes gostei dos escargots, foi-grass, cheiro de gasolina azul nos carros importados, tudo justificado teológicamente, parece que pastores e jogadores de futebol tem aspirações semelhantes. Carrões e mulheres não estão longe de nosso imaginário, a mulher mais um bem de consumo, numa cosmovisão em que Deus valoriza mais as coisas do que as gentes e que como Alá, coa mosquitos mas engole camelos.
Ternos políticos são lascivos por poder, entorpecidos de manipulações, revendem almas, revendem nomes de família. Ternos políticos pavoneam-se pelos corredores de Brasília e aeroportos do Brasil, nos dizendo que não merecemos mais do que temos.
Ternos evangélicos se politiquizam sem politizarem-se, se empulpitam sem nos trazerem mensagens, se apoderam de pessoas, sem ajudá-las. Poder e controle, ao invés de autoridade e amor é o que terno me diz, sem querer querer querendo.
Gostei no entanto de um terno que vi diante de mim numa manhã de sol. Era domingo, dia de ir à praia para os cariocas, ao parque para os paulistas, ou só de sentar na frente da TV ouvindo os intoleráveis achincalhes dos programas de auditório, vendo o time ganhar ou perder mais uma vez no tapete verde. Mas para certos terninhos, graças a Deus é dia de igreja. Passou na minha frente um terno surrado, gola puída de muitos domingos. Seu ocupante vinha de bicicleta, célere, sorriso nos lábios, bíblia na garupa amarrada com elástico.
A Bíblia dele é maiúscula, surrada e onipresente do móvel de fórmica azul da casa, à garupa da bicicleta barra forte, suada de mãos e dedos que dançam nos seus versos, nas suas histórias. Apesar do calor e do suor aquele terno me pareceu lindo, quase dourado de estilista brilhando no calor do sol. Aquele terno representa o não à angústia do brasileiro sem identidade, o encontro do ser humano com o Criador e consigo mesmo. Redenção não só da morte, mas da segregação social, do ostracismo econômico, da incapacidade moral.
Do mesmo jeito também reluzem bonitos os ternos nas cadeias públicos, vistos em cores no filme Carandiru, onde a igreja evangélica significa esta cura social, uma saída ao crime, ilha de alegria no meio do inferno. Não lhe importa a placa, as músicas rasgam o céu, da pregação sai um jorro de esperança sem ponto nem vírgula. É a igreja evangélica luz nas trevas, vida na morte, liberdade na prisão. Igreja evangélica farol moral numa tempestade de relativizações éticas, e vendavais de permissividade.
Como o terno de tergal da nossa igreja evangélica se tornou o Boss- sal sem sabor, não sei. Um dia o terno puído se encontrou com o Armani do poder e gostou de ficar ombro a ombro com ele. Espero o dia em que ele vai sair de lá. O terno que veste o homem da honra e o risca de giz que veste o homem de si não cabem no mesmo lugar.
Não gosto dos ternos Armanis requintados, risca de giz, gola da moda, gravatas de seda que enfeitam o congresso. Não gosto de suas camisas combinando, sapatos lustrosos, e já posso imaginar-lhe o cheiro, cheiro caro, cheiro de um Brasil vendido, imoral, que se escarnece de nós, que nos tira o sono.
Não gostei tempos atrás dos ternos do pingüinário religioso que me rodeou em uma conferência que fui, que me olhava sem me ver, eu representando missões, uma parte do evangelho que eles queriam esquecer. De Riachuelos a Boss – tinha de tudo. Não lhes gostei dos escargots, foi-grass, cheiro de gasolina azul nos carros importados, tudo justificado teológicamente, parece que pastores e jogadores de futebol tem aspirações semelhantes. Carrões e mulheres não estão longe de nosso imaginário, a mulher mais um bem de consumo, numa cosmovisão em que Deus valoriza mais as coisas do que as gentes e que como Alá, coa mosquitos mas engole camelos.
Ternos políticos são lascivos por poder, entorpecidos de manipulações, revendem almas, revendem nomes de família. Ternos políticos pavoneam-se pelos corredores de Brasília e aeroportos do Brasil, nos dizendo que não merecemos mais do que temos.
Ternos evangélicos se politiquizam sem politizarem-se, se empulpitam sem nos trazerem mensagens, se apoderam de pessoas, sem ajudá-las. Poder e controle, ao invés de autoridade e amor é o que terno me diz, sem querer querer querendo.
Gostei no entanto de um terno que vi diante de mim numa manhã de sol. Era domingo, dia de ir à praia para os cariocas, ao parque para os paulistas, ou só de sentar na frente da TV ouvindo os intoleráveis achincalhes dos programas de auditório, vendo o time ganhar ou perder mais uma vez no tapete verde. Mas para certos terninhos, graças a Deus é dia de igreja. Passou na minha frente um terno surrado, gola puída de muitos domingos. Seu ocupante vinha de bicicleta, célere, sorriso nos lábios, bíblia na garupa amarrada com elástico.
A Bíblia dele é maiúscula, surrada e onipresente do móvel de fórmica azul da casa, à garupa da bicicleta barra forte, suada de mãos e dedos que dançam nos seus versos, nas suas histórias. Apesar do calor e do suor aquele terno me pareceu lindo, quase dourado de estilista brilhando no calor do sol. Aquele terno representa o não à angústia do brasileiro sem identidade, o encontro do ser humano com o Criador e consigo mesmo. Redenção não só da morte, mas da segregação social, do ostracismo econômico, da incapacidade moral.
Do mesmo jeito também reluzem bonitos os ternos nas cadeias públicos, vistos em cores no filme Carandiru, onde a igreja evangélica significa esta cura social, uma saída ao crime, ilha de alegria no meio do inferno. Não lhe importa a placa, as músicas rasgam o céu, da pregação sai um jorro de esperança sem ponto nem vírgula. É a igreja evangélica luz nas trevas, vida na morte, liberdade na prisão. Igreja evangélica farol moral numa tempestade de relativizações éticas, e vendavais de permissividade.
Como o terno de tergal da nossa igreja evangélica se tornou o Boss- sal sem sabor, não sei. Um dia o terno puído se encontrou com o Armani do poder e gostou de ficar ombro a ombro com ele. Espero o dia em que ele vai sair de lá. O terno que veste o homem da honra e o risca de giz que veste o homem de si não cabem no mesmo lugar.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
PACTO DE LAUSANE
Há mais de 30 anos, o “Movimento de Lausanne” tem unido o corpo de Cristo em todo o mundo no intuito de atender à chamada para a evangelização universal.
O pacto de Lausanne foi concebido em 1974, num Congresso Internacional denominado “Lausanne-I”, ocasião em que mais de 2700 líderes cristãos, oriundos de 150 países, reuniram-se e formaram um comitê liderado pelo reverendo Billy Graham. Para se ter uma dimensão da importância do evento, o jornal norte-americano Times descreveu “Lausanne-I” como sendo “possivelmente a reunião de maior porte e importância que os cristãos do mundo todo já realizaram”.
Os líderes que participaram do congresso produziram o “Pacto de Lausanne”, considerado um dos documentos mais influentes da recente história da Igreja. O principal mentor do documento foi o reverendo John R. W. Stott. O “Pacto” tem sido largamente observado e aplicado em todo o mundo mais do que qualquer outro documento cristão nos tempos de evangelismo moderno. Centenas de organizações o empregam como sua declaração de fé e base de seus ministérios.
O que segue são as resoluções desse importante congresso e nosso intuito em difundi-lo é motivar os líderes cristãos a tomá-lo como parâmetro em suas igrejas, visando o efetivo e qualitativo crescimento da Igreja em nosso país.
Introdução
Nós, membros da Igreja de Jesus Cristo, procedentes de mais de 150 nações, participantes do Congresso Internacional de Evangelização Mundial, em Lausanne, louvamos a Deus por sua grande salvação e regozijamo-nos com a comunhão que, por graça dele mesmo, podemos ter com Ele e uns com os outros. Estamos profundamente tocados pelo que Deus vem fazendo em nossos dias, movidos ao arrependimento por nossos fracassos e desafiados pela tarefa inacabada da evangelização. Acreditamos que o evangelho são as boas-novas de Deus para todo o mundo, e por sua graça, decidimo-nos a obedecer ao mandamento de Cristo de proclamálo a toda a humanidade e fazer discípulos de todas as nações. Desejamos, portanto, reafirmar a nossa fé e a nossa resolução, e tornar público o nosso pacto.
1. O propósito de Deus
Afirmamos a nossa crença no único Deus eterno, Criador e Senhor do mundo, Pai, Filho e Espírito Santo, que governa todas as coisas segundo o propósito da sua vontade. Ele tem chamado do mundo um povo para si, enviando-o novamente ao mundo como seus servos e testemunhas, para estender o seu reino, edificar o Corpo de Cristo, e também para a glória do seu nome. Confessamos, envergonhados, que muitas vezes negamos o nosso chamado e falhamos em nossa missão, em razão de nos termos conformado ao mundo ou nos termos isolado demasiadamente. Contudo, regozijamo-nos com o fato de que, mesmo transportado em vasos de barro, o evangelho continua sendo um tesouro precioso. À tarefa de tornar esse tesouro conhecido, no poder do Espírito Santo, desejamos nos dedicar novamente.
2. A autoridade e o poder da Bíblia
Afirmamos a inspiração divina, a veracidade e autoridade das Escrituras, tanto do Antigo como do Novo Testamento, em sua totalidade, como única Palavra de Deus escrita, sem erro em tudo o que ela afirma, e a única regra infalível de fé e prática. Também afirmamos o poder da Palavra de Deus para cumprir o seu propósito de salvação.
A mensagem da Bíblia se destina a toda a humanidade, pois a revelação de Deus em Cristo e na Escritura é imutável. Por meio da Escritura, o Espírito Santo fala ainda hoje. Ele ilumina a mente do povo de Deus em toda cultura, de modo a perceberem a sua verdade, de maneira sempre nova, com os próprios olhos, e assim revela a toda a igreja uma porção cada vez maior da multiforme sabedoria de Deus.
3. A unicidade e a universalidade de Cristo
Afirmamos que há um só Salvador e um só evangelho, embora exista uma ampla variedade de maneiras de se realizar a obra de evangelização. Reconhecemos que todos os homens têm algum conhecimento de Deus pela revelação geral de Deus na natureza. Mas negamos que tal conhecimento possa salvar, pois os homens, por sua injustiça, suprimem a verdade.
Também rejeitamos, como depreciativo de Cristo e do evangelho, todo e qualquer tipo de sincretismo ou diálogo cujo pressuposto seja o de que Cristo fala igualmente por meio de todas as religiões e ideologias. Jesus Cristo, sendo Ele próprio o único Deus-homem, que se deu uma só vez em resgate pelos pecadores, é o único Mediador entre Deus e o homem.
Não existe nenhum outro nome pelo qual importa que sejamos salvos. Todos os homens estão perecendo por causa do pecado, mas Deus ama todos os homens, desejando que nenhum pereça, mas que todos se arrependam. Entretanto, os que rejeitam Cristo repudiam o gozo da salvação e condenam a si próprios à separação eterna de Deus. Proclamar Jesus como “o Salvador do mundo” não é afirmar que todos os homens, automaticamente, ou ao final de tudo, serão salvos; e muito menos que todas as religiões ofereçam salvação em Cristo.
Trata-se, antes, de proclamar o amor de Deus por um mundo de pecadores e convidar todos os homens a se entregarem a Ele como Salvador e Senhor no sincero compromisso pessoal de arrependimento e fé. Jesus Cristo foi exaltado sobre todo e qualquer nome. Anelamos pelo dia em que todo joelho se dobrará diante dele e toda língua o confessará como Senhor.
4. A natureza da evangelização
Evangelizar é difundir as boas-novas de que Jesus Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou, segundo as Escrituras, e de que, como Senhor e Rei, Ele agora oferece o perdão dos pecados e o dom libertador do Espírito a todos os que se arrependem e crêem.
A nossa presença cristã no mundo é indispensável à evangelização, e o mesmo se dá com aquele tipo de diálogo cujo propósito é ouvir com sensibilidade, a fim de compreender. Mas a evangelização propriamente dita é a proclamação do Cristo bíblico e histórico como Salvador e Senhor, com o intuito de persuadir as pessoas a virem a Ele pessoalmente e, assim, reconciliarem-se com Deus.
Ao fazermos o convite do evangelho, não temos o direito de esconder o custo do discipulado. Jesus ainda convida a todos os que queiram segui-lo e negarem-se a si mesmos, tomarem a cruz e identificarem-se com a sua nova comunidade. Os resultados da evangelização incluem a obediência a Cristo, o ingresso em sua Igreja e um serviço responsável no mundo.
5. A responsabilidade social cristã
Afirmamos que Deus é o Criador e o Juiz de todos os homens. Portanto, devemos partilhar o seu interesse pela justiça e pela conciliação em toda a sociedade humana, e pela libertação dos homens de todo tipo de opressão. Porque a humanidade foi feita à imagem de Deus, toda pessoa, sem distinção de raça, religião, cor, cultura, classe social, sexo ou idade possui uma dignidade intrínseca em razão da qual deve ser respeitada e servida e não explorada.
Aqui também nos arrependemos de nossa negligência e de termos, algumas vezes, considerado a evangelização e a atividade social mutuamente exclusivas. Embora a reconciliação com o homem não seja reconciliação com Deus, nem a ação social evangelização, nem a libertação política salvação, afirmamos que a evangelização e o envolvimento sociopolítico são, ambos, parte do nosso dever cristão. Pois ambos são expressões necessárias de nossas doutrinas acerca de Deus e do homem, de nosso amor por nosso próximo e de nossa obediência a Jesus Cristo. A mensagem da salvação implica também em uma mensagem de juízo sobre toda forma de alienação, de opressão e de discriminação, e não devemos ter medo de denunciar o mal e a injustiça onde quer que existam.
Quando as pessoas recebem Cristo, nascem de novo em seu reino e devem procurar não só evidenciar, mas também divulgar a retidão do reino em meio a um mundo injusto. A salvação que alegamos possuir deve estar nos transformando na totalidade de nossas responsabilidades pessoais e sociais. A fé sem obras é morta.
6. A Igreja e a evangelização
Afirmamos que Cristo envia o seu povo redimido ao mundo assim como o Pai o enviou, e que isso requer uma penetração de igual modo profunda e sacrificial. Precisamos deixar os nossos guetos eclesiásticos e penetrar na sociedade não-cristã. Na missão de serviço sacrificial da Igreja, a evangelização é primordial.
A evangelização mundial requer que a Igreja inteira leve o evangelho integral ao mundo todo. A Igreja ocupa o ponto central do propósito divino para com o mundo, e é o agente que Ele promoveu para difundir o evangelho. Mas uma igreja que pregue a cruz deve, ela própria, ser marcada pela cruz. Ela se torna uma pedra de tropeço para a evangelização quando trai o evangelho ou quando lhe falta uma fé viva em Deus, um amor genuíno pelas pessoas, ou uma honestidade escrupulosa em todas as coisas, inclusive em promoção e finanças.
A Igreja é, antes, a comunidade do povo de Deus do que uma instituição, e não pode ser identificada com qualquer cultura em particular, nem com qualquer sistema social ou político, nem com ideologias humanas.
7. Cooperação na evangelização
Afirmamos que é propósito de Deus existir na Igreja uma unidade visível de pensamento quanto à verdade. A evangelização também nos convoca à unidade, porque o ser um só corpo reforça o nosso testemunho, assim como a nossa desunião enfraquece o nosso evangelho de reconciliação. Reconhecemos, entretanto, que a unidade organizacional pode tomar muitas formas e não ativa necessariamente a evangelização. Contudo, nós, que partilhamos da mesma fé bíblica, devemos estar intimamente unidos na comunhão uns com os outros, nas obras e no testemunho. Confessamos que o nosso testemunho, algumas vezes, tem sido manchado por pecaminoso individualismo e desnecessária duplicação de esforço.
Empenhamo-nos por encontrar uma unidade mais profunda na verdade, na adoração, na santidade e na missão. Instamos para que se apresse o desenvolvimento de uma cooperação regional e funcional para maior amplitude da missão da Igreja, para o planejamento estratégico, para o encorajamento mútuo e para o compartilhamento de recursos e experiências.
8. Esforço conjugado de Igrejas na evangelização
Regozijamo-nos com o alvorecer de uma nova era missionária. O papel dominante das missões ocidentais está desaparecendo rapidamente. Deus está levantando das igrejas mais jovens um grande e novo recurso para a evangelização mundial, demonstrando assim que a responsabilidade de evangelizar pertence a todo o Corpo de Cristo.
Todas as igrejas, portanto, devem perguntar a Deus, e a si próprias, o que deveriam estar fazendo, tanto para alcançar suas próprias áreas como para enviar missionários a outras partes do mundo. Deve ser permanente o processo de reavaliação da nossa responsabilidade e atuação missionária. Assim, haverá um crescente esforço conjugado pelas igrejas, o que revelará, com maior clareza, o caráter universal da Igreja de Cristo.
Também agradecemos a Deus pela existência de instituições que laboram na tradução da Bíblia, na educação teológica, no uso dos meios de comunicação de massa, na literatura cristã, na evangelização, em missões, no avivamento de igrejas e em outros campos especializados. Elas também devem se empenhar em constante auto-exame que as leve a uma avaliação correta de sua eficácia como parte da missão da Igreja.
9. Urgência da tarefa evangelística
Mais de dois bilhões e setecentos milhões de pessoas, ou seja, mais de dois terços da humanidade, ainda não foram evangelizados. Causa-nos vergonha ver tanta gente esquecida; continua sendo uma reprimenda para nós e para toda a Igreja.
Existe agora, entretanto, em muitas partes do mundo, uma receptividade sem precedentes ao Senhor Jesus Cristo. Estamos convencidos de que esta é a ocasião para que as igrejas e as instituições paraeclesiásticas orem com seriedade pela salvação dos não-alcançados e se lancem em novos esforços para realizar a evangelização mundial.
A redução de missionários estrangeiros e de dinheiro num país evangelizado algumas vezes talvez seja necessária para facilitar o crescimento da igreja nacional em autonomia, e para liberar recursos para áreas ainda não-evangelizadas. Deve haver um fluxo cada vez mais livre de missionários entre os seis continentes num espírito de abnegação e prontidão em servir.
O alvo deve ser conseguir, por todos os meios possíveis e no menor espaço de tempo, que toda pessoa tenha a oportunidade de ouvir, de compreender e de receber as boas-novas. Não podemos esperar atingir esse alvo sem sacrifício. Todos nós estamos chocados com a pobreza de milhões de pessoas, e conturbados pelas injustiças que a provocam. Aqueles entre nós que vivem em meio à opulência aceitam como obrigação sua desenvolver um estilo de vida simples, a fim de contribuírem mais generosamente tanto para aliviar os necessitados como para a evangelização deles.
10. Evangelização e cultura
O desenvolvimento de estratégias para a evangelização mundial requer metodologia nova e criativa. Com a bênção de Deus, o resultado será o surgimento de igrejas profundamente enraizadas em Cristo e estreitamente relacionadas com a cultura local. A cultura deve sempre ser julgada e provada pelas Escrituras. Porque o homem é criatura de Deus, parte de sua cultura é rica em beleza e em bondade; porque ele experimentou a queda, toda a sua cultura está manchada pelo pecado, e parte dela é demoníaca.
O evangelho não pressupõe a superioridade de uma cultura sobre a outra, mas avalia todas elas segundo o seu próprio critério de verdade e justiça, e insiste na aceitação de valores morais absolutos, em todas as culturas. As missões, muitas vezes, têm exportado, juntamente com o evangelho, uma cultura estranha, e as igrejas, por vezes, têm ficado submissas aos ditames de determinada cultura, em vez de às Escrituras.
Os evangelistas de Cristo têm de, humildemente, procurar se esvaziar de tudo, exceto de sua autenticidade pessoal, a fim de se tornarem servos dos outros, e as igrejas têm de procurar transformar e enriquecer a cultura; tudo para a glória de Deus.
11. Educação e liderança
Confessamos que, às vezes, temos nos empenhado em conseguir o crescimento numérico da Igreja em detrimento do espiritual, divorciando a evangelização da edificação dos crentes. Também reconhecemos que algumas de nossas missões têm sido muito remissas em treinar e incentivar líderes nacionais a assumirem suas justas responsabilidades. Contudo, apoiamos integralmente os princípios que regem a formação de uma igreja de fato nacional, e ardentemente desejamos que toda a igreja tenha líderes nacionais que manifestem um estilo cristão de liderança não em termos de domínio, mas de serviço.
Reconhecemos que há uma grande necessidade de desenvolver a educação teológica, especialmente para líderes eclesiásticos. Em toda nação e em toda cultura deve haver um eficiente programa de treinamento para pastores e leigos em doutrina, em discipulado, em evangelização, em edificação e em serviço. Este treinamento não deve depender de uma metodologia estereotipada, mas deve se desenvolver a partir de iniciativas locais criativas, de acordo com os padrões bíblicos.
12. Conflito espiritual
Cremos que estamos empenhados num permanente conflito espiritual com os principados e potestades do mal, que querem destruir a Igreja e frustrar sua tarefa de evangelização mundial. Sabemos da necessidade de nos revestir da armadura de Deus e combater esta batalha com as armas espirituais da verdade e da oração. Pois percebemos a atividade do nosso inimigo, não somente nas falsas ideologias fora da igreja, mas também dentro dela em falsos evangelhos que torcem as Escrituras e colocam o homem no lugar de Deus. Precisamos tanto de vigilância como de discernimento para salvaguardar o evangelho bíblico. Reconhecemos que nós mesmos não somos imunes ao perigo de capitularmos ao secularismo.
Por exemplo, embora tendo à nossa disposição pesquisas bem preparadas, valiosas, sobre o crescimento da Igreja, tanto no sentido numérico como espiritual, às vezes, não as temos utilizado. Por outro lado, por vezes tem acontecido que, na ânsia de conseguirmos resultados para o evangelho, temos comprometido a nossa mensagem, temos manipulado os nossos ouvintes, com técnicas de pressão, e temos estado excessivamente preocupados com as estatísticas, e até mesmo utilizando-as de forma desonesta. A Igreja tem de estar no mundo; o mundo não tem de estar na Igreja.
13. Liberdade e perseguição
É dever de toda nação, dever que foi estabelecido por Deus, assegurar condições de paz, de justiça e de liberdade em que a Igreja possa obedecer a Deus, servir a Cristo Senhor e pregar o evangelho sem impedimentos. Portanto, oramos pelos líderes das nações e com eles instamos para que garantam a liberdade de pensamento e de consciência, e a liberdade de praticar e propagar a religião, de acordo com a vontade de Deus, e com o que vem expresso na Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Também expressamos nossa profunda preocupação com todos os que foram injustamente encarcerados, especialmente com nossos irmãos que estão sofrendo por causa do seu testemunho do Senhor Jesus. Prometemos orar e trabalhar pela libertação deles. Ao mesmo tempo, recusamo-nos a ser intimidados por sua situação. Com a ajuda de Deus, nós também procuraremos nos opor a toda injustiça e permanecer fiéis ao evangelho, seja a que custo for. Não nos esqueçamos de que Jesus nos preveniu de que a perseguição é inevitável.
14. O poder do Espírito Santo
Cremos no poder do Espírito Santo. O Pai enviou o seu Espírito para dar testemunho do seu Filho. Sem o testemunho dele, o nosso seria em vão. Convicção de pecado, fé em Cristo, novo nascimento cristão, é tudo obra dele. De mais a mais, o Espírito Santo é um Espírito missionário, de maneira que a evangelização deve surgir espontaneamente numa igreja cheia do Espírito. A igreja que não é missionária contradiz a si mesma e debela o Espírito.
A evangelização mundial só se tornará realidade quando o Espírito renovar a igreja na verdade, na sabedoria, na fé, na santidade, no amor e no poder. Portanto, instamos com todos os cristãos para que orem pedindo pela visita do soberano Espírito de Deus, a fim de que o seu fruto todo apareça em todo o seu povo, e que todos os seus dons enriqueçam o Corpo de Cristo. Só então a Igreja inteira se tornará um instrumento adequado em suas mãos, para que toda a terra ouça a sua voz.
15. O retorno de Cristo
Cremos que Jesus Cristo voltará pessoal e visivelmente, em poder e glória, para consumar a salvação e o juízo. Esta promessa de sua vinda é um estímulo ainda maior à evangelização, pois lembramo-nos de que Ele disse que o evangelho deve ser primeiramente pregado a todas as nações. Acreditamos que o período que vai desde a ascensão de Cristo até o seu retorno será preenchido com a missão do povo de Deus, que não pode parar esta obra antes do fim. Também nos lembramos da sua advertência de que falsos cristos e falsos profetas apareceriam como precursores do anticristo. Portanto, rejeitamos como sendo apenas um sonho da vaidade humana a idéia de que o homem possa, algum dia, construir uma utopia na terra.
A nossa confiança cristã é a de que Deus aperfeiçoará o seu reino, e aguardamos ansiosamente esse dia, e o novo céu e a nova terra em que a justiça habitará e Deus reinará para sempre. Enquanto isso, rededicamo-nos ao serviço de Cristo e dos homens em alegre submissão à sua autoridade sobre a totalidade de nossas vidas.
Conclusão
Portanto, à luz desta nossa fé e resolução, firmamos um pacto solene com Deus, bem como uns com os outros, de orar, planejar e trabalhar juntos pela evangelização de todo o mundo. Instamos com outros para que se juntem a nós.Que Deus nos ajude, por sua graça e para a sua glória, a sermos fiéis a este Pacto! Amém. Aleluia!
Lausanne, Suíça, 1974
quarta-feira, 13 de abril de 2011
A ÉTICA PROTESTANTE E O ESPÍRITO DO CAPITALISMO
A ETICA CRISTÃ E O ESPÍRITO DO CAPITALISMO
Max Weber
Resenha
Weber levanta um questionamento muito pertinente para a reflexão nos nossos dias, o incentivo ao capitalismo a partir da reforma protestante, principalmente nos países que receberam forte influencia da teologia protestante Calvinista.
Em seu estudo o autor verifica nestas sociedades grande desenvolvimento econômico entre os protestantes em contraponto aos católicos e busca em elementos históricos a justificativa para essa diferença de pensamento.
O catolicismo pregava o asceticismo ou seja que o cristão não deveria se preocupar com as coisas desse mundo, em acumular riquezas, enquanto que o protestantismo que o trabalho engrandecia a Deus, que Ele quer que o homem trabalhe, com isso os católicos não se especializaram continuaram com suas atividades artesanais enquanto que os protestantes trabalhando nas fabricas, estudaram e formaram-se assumindo posições de liderança dentro dessas organizações.
“Também um escritor moderno houve por bem formular o contraste
que aparece no comportamento das duas confissões religiosas
em face da vida economica nos seguintes termos: "0 católico
(... ) é mais sossegado; dotado de menor impulso aquisitivo, prefere
um traçado de vida o mais possível seguro, mesmo que com rendimentos
menores, a uma vida arriscada e agitada que eventualmente
te trouxesse honras e riquezas. Diz por gracejo a voz do
povo: 'bem comer ou bem dormir, há que escolher'. No presente
caso, o protestante prefere comer bem, enquanto o católico quer
dormir sossegado"De fato, com a frase "querer comer bem" é
possível caracterizar, embora de modo incompleto mas pelo
menos em parte correto, a motivação daquela parcela de protestantes mais indiferentes à Igreja ...
O “espírito capitalista” a que se refere diz respeito a liberdade que existia nos protestantes, desvinculados de qualquer relação direta com a religião de trabalhar o capital.
O autor não se detém apenas a influencia do Calvinismo ao “espírito capitalista, mas cita também e comenta cada um : Luteranos, Metodistas, Pietistas e algumas seitas Anabatistas.
Conclusão:
É importante também acrescentar a grande contribuição dada pelos reformadores à educação, como a divisão das etapas de aprendisado em primario, médio e superior (numa linguagem atual) e ainda o papel do estado no financiamento das escolas. Alem de promover a boa formação profissional buscavam capacitar os leitores à compreenção da Bíblia, que havia sido tirada das mãos do povo pela igreja concentrado-a apenas nas mãos do cléro.Agostinho uma inspiração aos reformados
sábado, 9 de abril de 2011
A NOIVA ESTAVA LINDA!!!
Há um ar de desapontamento com a Igreja em nosso país.
Ouço vozes esmorecidas e vejo olhares que não brilham mais. É o desencanto com a Noiva.
Noto que a desilusão vem pela tristeza ao ver cenários onde o louvor e a pregação se transformam em fonte de lucro e não conseqüência de corações transbordantes. Pela proliferação de igrejas cada vez mais cheias, porém aparentemente tão vazias, menos comprometidas com a Palavra, sem sêde de santidade e paixão pelos perdidos. Segue pela tênue linha que por vezes parece não distinguir muito bem Igreja e mundo, especialmente quando o binômio interesse e finanças se apresenta, e ainda pela dificuldade em identificar a Igreja de Cristo em meio aos movimentos religiosos.
O desencanto faz o povo olhar para o passado e relembrar os velhos tempos. Comenta-se sobre os pastores à antiga e dias quando a Igreja ainda via simplesmente na Palavra razão suficiente para o santo ajuntamento. Tempos quando o constrangimento por ser crente era resultado da discriminação, porém jamais identificação com o injusto e o desonesto. Por fim suspira-se desanimado.
Em momentos assim é preciso lembrar que Jesus jamais perdeu o absoluto controle sobre a história da Igreja. Jamais foi surpreendido por coisa alguma em todos estes anos. Jamais deixou de ser Senhor. Apesar das fortes cores de desalento a Noiva está sendo conduzida ao altar e o dia de brilho há de chegar.
Um amigo fez recentemente uma comparação entre a Igreja, a Noiva, e nossas noivas, nossas esposas. Levou-me a pensar no dia de meu casamento. Foi em 9 de dezembro de 1989. Já namorava Rossana há 4 anos e, apaixonados, chegamos ao grande dia. Apesar do amor e alegria pelo dia chegado tudo parecia fadado ao fracasso absoluto. As flores foram encomendadas erroneamente, a ornamentação do templo parecia jamais ter fim, o vestido apresentou defeitos de última hora, a maquilagem transcorria em um quarto apertado e com incrível agitação. A noiva chorou pelos desencontros do dia. O andar de cima da casa de meu sogro onde ela se arrumava tornou-se, aos meus olhos, em um pátio de guerra. Pessoas entrando e saindo apressadas, faces carregadas de ansiedade e um tom sempre apocalíptico a cada nova notícia. Ao longo dos anos percebi que os casamentos são parecidos neste ponto. A balbúrdia que cerca a noiva antecedendo seu momento de brilho é emblemática. Aos olhos do passante que vê a agitação sem fim, nada parece ter esperança.
Fui para a cerimônia esperando o pior. Jamais seria possível contornar todos os imprevistos, e o impensado poderia acontecer: a noiva não estaria pronta! Enquanto pensava nisto, ali no altar, eis que ela chega. Estava linda, uma verdadeira princesa. O rosto sorridente, o caminhar lento e seguro, o vestido alvo como a neve, simplesmente perfeita . A música, a ornamentação, as palavras, tudo se encaixava. Que milagre poderia transformar um dia de caos em um momento de brilho tão belo?
As horas de luta, as lágrimas derramadas, os desencontros e desalento foram rapidamente esquecidos e um só pensamento pairava naquele saguão: a Noiva estava linda.
Talvez vivamos hoje dias melancólicos ao visualizar a Igreja quando manchas e mazelas tentam levar nossa esperança para o cativeiro da desilusão crônica. A casa está desarrumada, o vestido da Noiva não nos parece branco, há graves rumores de que ela não ficará pronta.
É, porém, em momentos assim que Deus intervém. Lava as vestes do Seu povo, levanta o caído, renova o profeta, purifica a Igreja e nos dá sonhos de alegria.
Chegará o dia, e não tarda, que seremos tomados por Jesus. Neste dia há de se dizer: Eis o Noivo, é o Senhor que conduz a Igreja. Jamais a deixou só. Como é fiel!
E creio que todos nós também pensaremos, extremamente admirados: Eis a Noiva, como está linda!
“Regozijemo-nos, e exultemos, e demos-lhe a glória; porque são chegadas as bodas do Cordeiro, e já a sua noiva se preparou”.
Apocalipse 19.7
Ronaldo Lidório
OS MISSIONARIOS SÃO DESIQUILIBRADOS?
OS MISSIONARIOS SÃO DESIQUILIBRADOS?
Mas pelo padrão de quem? O seu ou o de Deus?
Com certeza pelos meus padrões ou pelos da sociedade em que vivemos.
Tornar-se cristão segundo os padrões normais já atesta à pessoa algum desequilíbrio, não é incomum ouvirmos que todos os que um dia mataram, roubaram ou drogavam procuram se refugiar nas religiões, especialmente a cristã para serem novamente inseridos à vida social , estes já demonstravam algum desequilíbrio antes de se cristianizarem .
Mesmo aqueles que como eu nunca tiveram qualquer envolvimento delinqüente ou cresceram dentro da igreja são taxados de anormais, certamente estar em desequilíbrio com o que é consenso em qualquer sociedade é tido como anomalia, portanto estes sofrem diversos tipos de criticas e são vitimas de pré conceitos.
Os missionários são um caso ainda mais intrigante, pois são diferentes entre aqueles que os formaram, os conduzimos a este trabalho, financiamos seus ministérios porem muitas vezes os tratamos com indiferença e até com desinteresse.
Mas precisamos entender que estes são submetidos a ambientes infinitamente mais tensos e a riscos que nunca enfrentaremos, sua interpretação do mundo é bem diferente da nossa, suas prioridades são outras, seus anseios uma obceção que os levam a realizar coisas que a nós é inimaginável.
O que no passado era a pratica comum entre todos os que se convertiam a Cristo, hoje é visto com estranheza, taxamos as pessoas que se desligam de tudo para levar o evangelho de radicais, fundamentalistas e fanáticos, mas o que seria da igreja de hoje se estes não existissem, se o Espírito Santo não impactasse a estes ao ponto de negarem-se a si mesmos e ao mundo, para dedicarem suas vidas para salva-lo.
Que Deus desequilibre a igreja, desequilibre seus lideres e desequilibre o mundo, para encontrarem através da loucura da pregação, o equilíbrio no genuíno evangelho de Cristo.
Uma nova ordem mundial
Uma nova ordem mundial
O mundo esta em constante mudança, porem em alguns períodos se tornam mais acentuadas surpreendendo os mais atentos observadores.
Por toda parte pessoas estão insurgindo contra os atuais sistemas da sociedade exigindo mudanças e transformações nos atuais modelos: de governo, econômicos, morais e religiosos.
Por essas mudanças também clama a atual igreja protestante, com sua membresia composta por pessoas de todas as esferas da sociedade mas, principalmente por formadores de opinião que ao se certificarem do atual modelo, através dos diversos escândalos protagonizados pelos lideres eclesiásticos, sujerem uma “nova reforma”.
Esta turbulência a que o mundo esta submetido exige uma resposta rápida e eficaz da igreja, para avançar sobre esses territórios com o evangelho e evitar que essas pessoas que perambulam de um lado para o outro procurando um caminho venham escolher qualquer um.
As exigências que as populações do mundo fazem de seus governantes se refletem negativamente a igreja pois, ao invés de ser um referencial de justiça, moral, paz, voltam-se as mesmas praticas imperialistas e ditatoriais; as opções do mundo são poucas pois nenhum modelo atual ou passado de governo apresentam as soluções que anseiam.
Assim como as mudanças no mundo ocorrem em alguns momentos subitamente , é o momento de a igreja dar uma resposta imediata a ele, apresentando um cristianismo reformado, oferecendo não uma formula que resolvera todos os problemas, mas uma opção real de transformação à vida de cada individuo.
“Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus”.
Romanos 8.19
ROMEU RODRIGUES JUNIOR RA 100041
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